Salmo 78

http://bible.us/129/PSA78.1.NVI Povo meu, escute o meu ensino; incline os ouvidos para o que eu tenho a dizer. Em parábolas abrirei a minha boca, proferirei enigmas do passado; o que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram. Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor , o seu poder e as maravilhas que fez. Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos, de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos. Eles não serão como os seus antepassados, obstinados e rebeldes, povo de coração desleal para com Deus, gente de espírito infiel. Os homens de Efraim, flecheiros armados, viraram as costas no dia da batalha; não guardaram a aliança de Deus e se recusaram a viver de acordo com a sua lei. Esqueceram o que ele tinha feito, as maravilhas que lhes havia mostrado. Ele fez milagres diante dos seus antepassados, na terra do Egito, na região de Zoã. Dividiu o mar para que pudessem passar; fez a água erguer-se como um muro. Ele os guiou com a nuvem de dia e com a luz do fogo de noite. Fendeu as rochas no deserto e deu-lhes tanta água como a que flui das profundezas; da pedra fez sair regatos e fluir água como um rio. Mas contra ele continuaram a pecar, revoltando-se no deserto contra o Altíssimo. Deliberadamente puseram Deus à prova, exigindo o que desejavam comer. Duvidaram de Deus, dizendo: “Poderá Deus preparar uma mesa no deserto? Sabemos que, quando ele feriu a rocha, a água brotou e jorrou em torrentes. Mas conseguirá também dar-nos de comer? Poderá suprir de carne o seu povo?” O Senhor os ouviu e enfureceu-se; com fogo atacou Jacó, e sua ira levantou-se contra Israel, pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador. Contudo, ele deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus. Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhes comida à vontade. Enviou dos céus o vento oriental e pelo seu poder fez avançar o vento sul. Fez chover carne sobre eles como pó, bandos de aves como a areia da praia. Levou-as a cair dentro do acampamento, ao redor das suas tendas. Comeram à vontade, e assim ele satisfez o desejo deles. Mas, antes de saciarem o apetite, quando ainda tinham a comida na boca, acendeu-se contra eles a ira de Deus; e ele feriu de morte os mais fortes dentre eles, matando os jovens de Israel. A despeito disso tudo, continuaram pecando; não creram nos seus prodígios. Por isso ele encerrou os dias deles como um sopro e os anos deles em repentino pavor. Sempre que Deus os castigava com a morte, eles o buscavam; com fervor se voltavam de novo para ele. Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha, de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor. Com a boca o adulavam, com a língua o enganavam; o coração deles não era sincero; não foram fiéis à sua aliança. Contudo, ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la totalmente. Lembrou-se de que eram meros mortais, brisa passageira que não retorna. Quantas vezes mostraram-se rebeldes contra ele no deserto e o entristeceram na terra solitária! Repetidas vezes puseram Deus à prova; irritaram o Santo de Israel. Não se lembravam da sua mão poderosa, do dia em que os redimiu do opressor, quando transformou os rios e os riachos dos egípcios em sangue, e eles não mais conseguiam beber das suas águas, e enviou enxames de moscas que os devoraram, e rãs que os devastaram; quando entregou as suas plantações às larvas, a produção da terra aos gafanhotos, e destruiu as suas vinhas com a saraiva e as suas figueiras bravas com a geada; quando entregou o gado deles ao granizo, os seus rebanhos aos raios; quando os atingiu com a sua ira ardente, com furor, indignação e hostilidade, com muitos anjos destruidores. Abriu caminho para a sua ira; não os poupou da morte, mas os entregou à peste. Matou todos os primogênitos do Egito, as primícias do vigor varonil das tendas de Cam. Mas tirou o seu povo como ovelhas e o conduziu como a um rebanho pelo deserto. Ele os guiou em segurança, e não tiveram medo; e os seus inimigos afundaram-se no mar. Assim os trouxe à fronteira da sua terra santa, aos montes que a sua mão direita conquistou. Expulsou nações que lá estavam, distribuiu-lhes as terras por herança e deu suas tendas às tribos de Israel para que nelas habitassem. Mas eles puseram Deus à prova e foram rebeldes contra o Altíssimo; não obedeceram aos seus testemunhos. Foram desleais e infiéis, como os seus antepassados, confiáveis como um arco defeituoso. Eles o irritaram com os altares idólatras; com os seus ídolos lhe provocaram ciúmes. Sabendo-o Deus, enfureceu-se e rejeitou totalmente Israel; abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda onde habitava entre os homens. Entregou o símbolo do seu poder ao cativeiro e o seu esplendor nas mãos do adversário. Deixou que o seu povo fosse morto à espada, pois enfureceu-se com a sua herança. O fogo consumiu os seus jovens, e as suas moças não tiveram canções de núpcias; os sacerdotes foram mortos à espada! As viúvas já nem podiam chorar! Então o Senhor despertou como que de um sono, como um guerreiro despertado do domínio do vinho. Fez retroceder a golpes os seus adversários e os entregou a permanente humilhação. Também rejeitou as tendas de José e não escolheu a tribo de Efraim; ao contrário, escolheu a tribo de Judá e o monte Sião, o qual amou. Construiu o seu santuário como as alturas; como a terra o firmou para sempre. Escolheu o seu servo Davi e o tirou do aprisco das ovelhas, do pastoreio de ovelhas, para ser o pastor de Jacó, seu povo, de Israel, sua herança. E de coração íntegro Davi os pastoreou; com mãos experientes os conduziu.

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